Descoberto acidentalmente por cientistas célula capaz de destruir câncer de próstata, mama, pulmão e outros; Veja

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REPRODUÇÃO/REDE GLOBO


Acidentalmente descoberto pelos cientistas, um novo tipo de célula imune tem se mostrado capaz de destruir a maioria dos cânceres e, assim, anunciar um grande avanço no tratamento da doença.

Pesquisadores da Universidade de Cardiff estavam analisando sangue de um banco no País de Gales, procurando células imunes capazes de combater bactérias quando encontraram um tipo totalmente novo de células T.

Esta nova célula, de acordo com informações publicadas na revista Nature, carrega um receptor nunca visto antes, que age como um gancho, agarrando-se à maioria dos cânceres enquanto ignora as células saudáveis.



Célula que pode destruir a maioria dos cânceres

Em estudos laboratoriais, células imunes equipadas com o novo receptor mostraram capacidade de destruir cânceres de pulmão, pele, sangue, cólon, mama, osso, próstata, ovário, rim e colo do útero.

Andrew Sewell, autor principal do estudo, diz que a descoberta foi acidental e que ninguém sabia da existência dessa célula, o que agora aumenta a perspectiva de terapia universal.

O cientista também diz que a célula imune pode ser bastante rara ou pode ser que muitas pessoas tenham esse receptor, mas por alguma razão não é ativado. Esse fenômeno ainda não é conhecido pelos pesquisadores.

Por outro lado, a nova célula se liga a uma molécula de células cancerosas chamada MR1, que não varia em humanos. Ou seja, o tratamento funcionaria para a maioria dos cânceres e ainda poderia ser compartilhado entre as pessoas, aumentando a possibilidade de criar bancos especiais de células imunes para tratamentos no futuro.

Durante o encerramento de seu programa nesta segunda-feira (27), Ana Maria Braga revelou que está enfrentando um novo câncer, pegando os fãs de surpresa e gerando uma onda de neblina e apoio à apresentadora do “Mais Você” nas redes sociais.



Ana Maria Braga já enfrentou o câncer em várias situações: a primeira pele, em 1991; em seguida, um tumor colorretal em 2001; e dois pequenos tumores pulmonares em 2015. Agora, a apresentadora afirmou que tem um novo câncer de pulmão, desta vez mais grave que os anteriores.

Nesta segunda-feira (27), a apresentadora encerrou o “Mais Você” (Rede Globo) de forma diferente, aproveitando para revelar que, mais uma vez, está lutando contra o câncer. No relatório, ela lembrou os tumores anteriores que tinha no pulmão – um tratado com cirurgia e outro com radiocirurgia – e afirmou que o tratamento para o novo tumor já está em andamento.

“Agora, infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão, é adenocarcinoma o nome científico, semelhante aos outros, mas que é mais agressivo e não é suscetível à cirurgia ou radioterapia”, compartilhou Ana Maria, afirmando que desta vez, dadas as circunstâncias, o tratamento a que está passando é quimioterapia ligada à imunoterapia.

Ana Maria Braga 

Como disse a apresentadora, o primeiro ciclo de tratamento foi realizado recentemente, três dias antes de ela fazer a revelação sobre o novo câncer de pulmão, e que ela decidiu tocar no assunto porque ela não sabe se em algum momento estará muito enfraquecida pelos medicamentos para comandar o programa. A primeira dose, no entanto, não a deixou doente, e ela está confiante sobre a cura.



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“Quem está me tratando é meu médico habitual, Dr. [Antonio Carlos] Buzaid. Ele disse que entrou nessa briga comigo da mesma forma que entrou nas outras: ele veio para vencer, e não tenho mais dúvidas de que vou ganhar mais essa luta”, disse Ana Maria, que recebeu inúmeras mensagens de apoio nas redes sociais após a revelação.

Adenocarcinoma pulmonar: o que é

O adenocarcinoma revelado é, segundo informações do Hospital A.C. Camargo, um dos subgrupos entre os quais os cânceres de pulmão estão divididos. A doença é classificada como câncer de pulmão de células pequenas ou não pequenas, e o adenocarcinoma é um dos subtipos da segunda categoria.

Representa 40% dos casos de câncer de pulmão e começa nos alveolos, estruturas que realizam hematose, ou seja, a troca de gás que ocorre durante a respiração. Ao chegar a essas estruturas, o oxigênio é transferido do pulmão para o sangue, enquanto o dióxido de carbono presente no sangue dos capilares ao redor das alveoles são difundidos por eles.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o segundo mais frequente no Brasil (independentemente do tipo), perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Em escala global, no entanto, é o primeiro mais frequente e mortal desde 1985 – e em 85% dos casos, está associado ao tabagismo.

Segundo a oncologista Clarissa Mathias, do Grupo Oncoclínicas, o câncer de pulmão é algo mais comum ao diagnóstico a partir dos 60 anos e tem uma relação muito direta com o tabagismo. “Cerca de 90% dos casos estão associados ao tabagismo, embora seja um câncer que também pode acontecer em não fumantes”, diz o médico.



Além da grande influência do tabagismo no aparecimento do câncer de pulmão, o INCA também cita o fumo de segunda mão, alta exposição à poluição ou certos componentes químicos, infecções pulmonares repetidas, fatores genéticos e histórico familiar como fatores de risco que podem causar a doença, enquanto A.C. Camargo também lista que ter histórico de radioterapia na região torácica aumenta essas chances.

A adenocarcinoma é mais grave?

Como explica Clarissa, o tipo de câncer não é o que torna a doença mais ou menos agressiva, e o principal fator que pode aumentar a gravidade da condição é o estágio em que se encontra (tumores descobertos mais tarde são geralmente mais agressivos do que aqueles descobertos precocemente).



Ressaltando que não conhece as particularidades do caso de Ana Maria, o médico também afirma que a gravidade de um tumor pode estar relacionada à possibilidade ou não de atacá-lo com determinados tratamentos.

Quando um câncer é inoperável?

O oncologista esclarece que a forma de tratar um câncer depende de inúmeros fatores.

“O tumor só é operado ou tratado com quimioterapia e radioterapia se for localizado seguindo um protocolo de estadiamento bem estudado [avaliação da extensão e localização do câncer]. O tamanho, o envolvimento do linfonodo, a idade, as comorbidades e o envolvimento de outros órgãos são alguns fatores que podem impossibilitar a cirurgia”, explica, afirmando que não é possível especificar qual é o caso do apresentador.

Felipe Marques, pneumologista da rede de hospitais São Camilo de São Paulo, reforça a fala de Clarissa, detalhando por que o tumor o torna inoperável. “Vai depender do estágio de envolvimento, seja dentro do peito, seja localizado localmente, afetando outras estruturas torácicas ou possivelmente metastáticas”, disse.

Segundo ele, quanto menos avançado o tumor, maior a probabilidade de operar – e a cirurgia é uma opção importante de tratamento. “É o padrão ‘ouro’, o melhor tratamento possível, que busca a cura e tem melhores taxas de cura”, 

Sintomas

Segundo o médico, os sintomas do câncer de pulmão geralmente aparecem apenas quando a doença já está em estágio avançado – por isso é comum, portanto, que os diagnósticos ocorram tardiamente, algo que prejudique as chances do paciente. Quando os sintomas começam a se manifestar, os sintomas podem incluir:

  • Dores constantes no peito;
  • Presença de sangue ao tossir ou expelir fleuma cor de ferrugem;
  • Falta de ar, chiado no peito e/ou rouquidão;
  • Crises constantes de bronquite ou pneumonia;
  • Inchaço no rosto e pescoço;
  • Perda de apetite ou peso sem outros fatores que contribuam para isso.

Em estágios mais avançados, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo, os sintomas também podem incluir dor óssea, fraqueza nos braços e pernas, dores de cabeça, tonturas, convulsões, icterícia (amarelamento da pele) e inchaço nos linfonodos do pescoço ou ombros.

Diagnóstico

Em geral, o câncer de pulmão pode aparecer durante exames cardiológicos e outros procedimentos de rotina e monitoramento para pacientes de alto risco (como a tomografia torácica, por exemplo). A partir da suspeita, o médico pode solicitar uma biópsia para confirmar a presença da doença.

Dada a alta frequência e mortalidade da doença, Clarissa afirma que o rastreamento é algo importante a se fazer entre pacientes de alto risco. “Há vários estudos mostrando os benefícios do rastreamento para pacientes fumantes e, com isso, conseguimos reduzir a mortalidade por câncer, segundo a maioria deles, em cerca de 20%”, diz ele, indicando que essas pessoas devem se submeter a exames para

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