O vice-presidente Mourão do Brasil diz que a tentativa de Bolsonaro de contestar a eleição provavelmente não terá sucesso

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LISBOA, 23 de novembro (Reuters) – O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira que a tentativa de Jair Bolsonaro de contestar a eleição que ele perdeu no mês passado provavelmente não terá sucesso, mas argumentou que é necessária mais transparência no processo eleitoral do país.

A coligação eleitoral de direita de Bolsonaro, que apresentou a denúncia na terça-feira, afirmou que os votos de algumas máquinas deveriam ser “invalidados”.

A reivindicação parece improvável de ir longe, já que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva foi ratificada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhecida pelos principais políticos do Brasil e aliados internacionais.

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Ainda assim, poderia alimentar um movimento de protesto pequeno, mas comprometido, que até agora se recusou a aceitar o resultado.

Falando a repórteres no último dia de sua visita oficial à capital de Portugal, Lisboa, Mourão disse acreditar que a reclamação de Bolsonaro “não iria prosperar”, acrescentando: “Acho que essa é uma questão que teremos que resolver no futuro”.

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Mas Mourão também criticou o TSE, alegando que as “respostas breves (às denúncias sobre o processo eleitoral) do tribunal não são suficientes”.

“Há uma parcela da nossa sociedade que considera o processo problemático”, disse Mourão. “Precisamos dar mais transparência a esse processo.”

Bolsonaro, um ex-capitão do exército de extrema-direita, há anos afirma que o sistema de votação eletrônica do país é passível de fraude, sem fornecer evidências substanciais.

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Bolsonaro permaneceu em silêncio público por quase 48 horas após a convocação da eleição em 30 de outubro e ainda não admitiu a derrota, embora tenha autorizado seu governo a começar a se preparar para uma transição presidencial.

Mourão disse que cabe a Bolsonaro, como presidente, entregar a faixa presidencial a Lula na cerimônia de posse do dia 1º de janeiro. “Independente do processo, independentemente de você gostar ou não da pessoa”.

Reportagem de Catarina Demony; Edição por Chizu Nomiyama

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